|-um post normal-|
Não poderia deixar de comentar suigeneremente um programa (vá concurso) denominado: "Os Grandes Portugueses", que curiosamente (e sem novidade nenhuma) é uma simples adaptação de um modelo original da BBC, mas enfim | siga o funeral |;
Em jeito de recomeço, de destacar que Salazar é o grande português, e daqui | siga o funeral |, mas siga em variadas direcções, porque vão aparecer os sociólogos a dizer que isto é uma causa da crise na economia e nas finanças portuguesas que são o reflexo da vontade de um povo se sentir mais controlado mas não tão sobrecarregado de impostos e mil e uma maneiras que se encontram de arrancar sem qualquer escrúpulo o suor de quem trabalha; virão os senhores psicólogos a dizer que é reflexo de um subconsciente mais arcaico da maioria da população portuguesa que, por causa da sua população envelhecida e jovens despreocupados e levianos, pretende mostrar que com um regime ditador se sentiriam mais seguras de complôs políticos, tachos e favorzinhos que passam nas barbas de quem não tiver olhos de ver; provavelmente virão os senhores políticos dizer que este manifesto de opinião pública é pouco credível que é apenas um concurso, e claro virá o BE e o PCP dizer mundos e fundos, mas no fundo todos saberíamos num subconsciente que os pobres radicalistas no poder era pior que os ricos falsismos de uma minoria; deve aparecer por aí jornalistas a falar que não existe credibilidade num concurso para retirar dele conclusões; a igreja deve dar um banquete em memória de tal resultado, uma vez que seria o voltar de mais uma época dourada dos criadores da Inquisição, de um mito, de um deus, sob alçada do qual se cometem barbaridades, e pelo qual se regem pessoas ditas muy nobres, | pessoas que são contra o aborto, mas se a filha aparecer grávida fora do casamento são as primeiras a atirar a pedra | pessoas que vão à missa para escarnecer da simples roupa de quem lhes dá o pão | pessoas que mesmo não vendo servem todos os dias de colchão dentro da casa de uns e outros | pessoas que negam o sexo mas eles próprios criam e têm tendências fora do normal |.
Mas o que é normal?
É normal haver pessoas, é normal haver escárnio, é normal votar-se nos grandes portugueses, é normal aumentar impostos, é normal violar leis, é normal pisar quem trabalha, é normal enriquecer às custas dos outros, é normal abortar, sempre foi normal apontar o dedo e sempre será triste votar nos grandes portugueses;
Os grandes portugueses somos cada um de nós, cada português é um grande português, existe quem se destaque claro, mas nós é que somos grandes portugueses; Salazar viveu o grande português que havia dentro dele, criou as coisas que achava bem, salvou imensas vidas comprometeu quem sabe tantas outras, ergueu a economia de um país mas impediu que esta se expandisse, foi à frente e deu a cara, mas certamente virou a face quando percebeu os seus erros; e isto não fazemos nós os portugueses, somos cobardes por natureza, deixamos andar, complicamos o fácil e facilitamos o complicado, somos tal e qual Salazar, Marquês de Pombal, Fernando Pessoa, Afonso D. Henriques até como Álvaro Cunhal, mas temos medo e por isso nunca seremos nenhum deles, não vamos fazer os seus feitos, nem cometeremos erros tão profundos, certamente e por consequência também nunca seremos lembrados, nem aqui nem num mundo que outrora rendeu-se aos grandes portugueses, sustentados por grandes portugueses e que criaram um grande Portugal;
Não é injusto oferecer a Salazar o tal título de grande português, é vergonhoso, isso sim, sermos os pequenos portugueses.
Em jeito de recomeço, de destacar que Salazar é o grande português, e daqui | siga o funeral |, mas siga em variadas direcções, porque vão aparecer os sociólogos a dizer que isto é uma causa da crise na economia e nas finanças portuguesas que são o reflexo da vontade de um povo se sentir mais controlado mas não tão sobrecarregado de impostos e mil e uma maneiras que se encontram de arrancar sem qualquer escrúpulo o suor de quem trabalha; virão os senhores psicólogos a dizer que é reflexo de um subconsciente mais arcaico da maioria da população portuguesa que, por causa da sua população envelhecida e jovens despreocupados e levianos, pretende mostrar que com um regime ditador se sentiriam mais seguras de complôs políticos, tachos e favorzinhos que passam nas barbas de quem não tiver olhos de ver; provavelmente virão os senhores políticos dizer que este manifesto de opinião pública é pouco credível que é apenas um concurso, e claro virá o BE e o PCP dizer mundos e fundos, mas no fundo todos saberíamos num subconsciente que os pobres radicalistas no poder era pior que os ricos falsismos de uma minoria; deve aparecer por aí jornalistas a falar que não existe credibilidade num concurso para retirar dele conclusões; a igreja deve dar um banquete em memória de tal resultado, uma vez que seria o voltar de mais uma época dourada dos criadores da Inquisição, de um mito, de um deus, sob alçada do qual se cometem barbaridades, e pelo qual se regem pessoas ditas muy nobres, | pessoas que são contra o aborto, mas se a filha aparecer grávida fora do casamento são as primeiras a atirar a pedra | pessoas que vão à missa para escarnecer da simples roupa de quem lhes dá o pão | pessoas que mesmo não vendo servem todos os dias de colchão dentro da casa de uns e outros | pessoas que negam o sexo mas eles próprios criam e têm tendências fora do normal |.
Mas o que é normal?
É normal haver pessoas, é normal haver escárnio, é normal votar-se nos grandes portugueses, é normal aumentar impostos, é normal violar leis, é normal pisar quem trabalha, é normal enriquecer às custas dos outros, é normal abortar, sempre foi normal apontar o dedo e sempre será triste votar nos grandes portugueses;
Os grandes portugueses somos cada um de nós, cada português é um grande português, existe quem se destaque claro, mas nós é que somos grandes portugueses; Salazar viveu o grande português que havia dentro dele, criou as coisas que achava bem, salvou imensas vidas comprometeu quem sabe tantas outras, ergueu a economia de um país mas impediu que esta se expandisse, foi à frente e deu a cara, mas certamente virou a face quando percebeu os seus erros; e isto não fazemos nós os portugueses, somos cobardes por natureza, deixamos andar, complicamos o fácil e facilitamos o complicado, somos tal e qual Salazar, Marquês de Pombal, Fernando Pessoa, Afonso D. Henriques até como Álvaro Cunhal, mas temos medo e por isso nunca seremos nenhum deles, não vamos fazer os seus feitos, nem cometeremos erros tão profundos, certamente e por consequência também nunca seremos lembrados, nem aqui nem num mundo que outrora rendeu-se aos grandes portugueses, sustentados por grandes portugueses e que criaram um grande Portugal;
Não é injusto oferecer a Salazar o tal título de grande português, é vergonhoso, isso sim, sermos os pequenos portugueses.
simples palavras num turbilhão de pena.

