Dias que se levantam de madrugada numa confusão de sono e sobriedade onde se esquecem mil e uma coisas que também não fazem muita falta no final de contas.
Dias em que o mundo volta atrás anos e nos faz lembrar de algo entretanto perdido nas entrelinhas do livro escrito com o passar dos dias; cada passo traz a lembrança de um passado ténue e cheio de vida com alguns menos anos que agora, o tempo de outrora era bom.
Dias em que o almoço voltaram a ser
Donuts em quantidades industriais que só alimentam borbulhas de insegurança;
phones carregados da música que se escolhe e que nos embala, aparvalhando a fala e calando os sentidos; cervejas de 500ml que nos apagam a sede de ter sede e que nos trazem de volta a um mar sempre com pensamentos vagos e distantes.
Lembranças de dias perdidos a olhar, a pensar, a escutar o silêncio de uma alma desassossegada por natureza e completamente embebida no que rodeia o momento.
A lembrar dias que se cruzam olhares com velhos conhecidos mas que não se quer falar uma palavra e
plim nem nos vêem e ficamos com sorrisos interiores e um descanso enorme de não termos de pronunciar uma única palavra.
Bom... muiiito bom...! :)
São bocados de dias que se transformam em noite e pedaços de noites que se transformam de dia e nos fazem sentir bem;
Invisibilidades saborosas a contrastar com a procura incessante pelo reconhecimento, ou por um: "Olá, tudo bem?"
E sabe bem... muiiito bem...! :)
Andar desconcertado em ruas movimentadas, repletas das suas pressas e das suas pressões, repletas de pessoas apressadas e sem cor, onde se soletram palavras predefinidas mas ocas e vazias;
Andar desconcentrado e perceber que é um dia de
invisibilidade terna e meiga que afaga o rosto, aquece o coração e sossega a alma.
E vale a pena... muiiito a pena! :)
Pensamentos ténues e pouco desenvolvidos, onde a alma acaricia o rosto e
estamos bem, muiito bem...! :)