November 30, 2007

Sábias folhas.de livros




















in Henry Miller, O Colosso de Mroussi
ISBN 972-38-1533-8



Sábias folhas que transportam palavras unas
que nos transportam a mundos que nunca visitei,
mas são deveras apetecíveis,
e quero-os.

November 29, 2007

perfect.musics

Quando se trata de música é sempre impressionante a dedicação e amora à música que compositores como Gioacchino Rossini, Johannes Brahms, Ludwig van Beethoven, Giuseppe Verdi, entre muitos outros, que dedicaram as suas vidas à música sempre incompleta e deveras complexa que lhes saía do coração. Não importava se a sinfonia A apenas estaria terminada passados 10 anos, se a ópera X seria uma empreitada de anos, apenas importava que tudo fosse complexo e revelador de extremas capacidades de cada um, e principalmente, que as pessoas apreciassem, e eu aprecio;

Fazem-me sentir leigo até morrer pessoas como estas, não por ser mesmo leigo, mas porque nunca me ousaria a comparar com qualquer um deles fosse eu o prodígio em pessoa.

São únicos bem como as suas obras, esta é só parte de um exemplo:

""
La ran la lera, laran la la
Largo al factotum della città, largo
La ran la, la ran la, la ran la, la
Presto a bottega, ch'è l´alba è già, presto

Ah, bravo fígaro!
Bravo, bravíssimo, bravo
La ran la, la ran la, la ran la, la
Fortunatíssimo per verità
La ran la, la ran la, la ran la, la
Pronto a far tutto, la notte e il giorno rasori e pettini, lancette e forbici
Al mio comando tutto qui sta
V´è la risprsa poi del mestiere
colla donetta... col cavaliere...

Ah, che bel vivere di qualità, di qualità
Tutti mi chedono, tutti mi vogliono
Donne, ragazzi, vecchi, fanciulle
Qual la parruca... presto la barba... qual la sanguigna... Presto il biglietto..

Ahimè, ahimè...
Che furia!
Ahimè, che folla
Uno alla volta per carità

Fígaro, son qua!
Figaro, son qua!
Figaro qua, figaro lá
Figaro su, figaro giù...

Pronto, prontíssimo, son come fulmine
Sone il factotum della cità

Ah, bravo figaro!
Bravo, bravísimo!
Fortunatíssimo per verità
La ran la, la ran la, la ran la, la
A te fortuna, a te fortuna
A te fortuna non mancherà
Sono il factotum della cità...
""
Gioacchino Rossini in Barbeiro de Sevilha

Penso que palavras mais simples e empenhadas não poderiam mostrar que não eram apenas as melodias que mostravam o quotidiano mas as letras também retratam simplicidades perdidas e que, embora me seja complicado aceitar, serão impossíveis ver num futuro, numa boca, e pior, numa mente moderna, ou dita moderna. São simplicidades quotidianas que me contou o meu pai, e me referiu o meu avô, e me causa nostalgia, curiosidade e aguça a imaginação, porque se antes se lia uma carta, hoje lê-se um e-mail; se antes se apaixonava por palavras de uma carta, hoje sao as letras de um e-mail mas respeito, idoneidade, simpatia e muitos outros adjectivos ficam nos bits e perdem-se com um delete.

Nostalgias de tempos que não vivi, infelizmente. | Nostalgias de fontes limpas que não bebi.

November 27, 2007

ben.b-side.of.live_hatred.bASIK

Às vezes aparecem b-sides como este, distorções incluídas e tudo; a música é dos bASIK - banda portuguesa em crescimento e com EP à vista à qual tenho a maior honra em ser membro since the beginning, o que não foi à mais de um mês; letra&melody:ben num momento raro de inspiração.



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I hate myself
More than everyone else
And I just don't care!

Ain't got no life
Have never had
Ain't got no time, this is the end

I've sad stories
Crazy evil memories
And never again
The unseen truth
Of those unborn infant days
Ain't keep seeking that truth

I've seen too many deads
That's cursing my head
Have burn so many beds
Can't even list them anymore

Ain't got my life
Give it back!

Ain't got my life
Just give it back

I just can't spell it anymore
Obcene life I was made for
Come and see
The death between my eyes!
I'm stealing your head now

I want live in hatred!!
I want live in hatred!!
I living in hatred!!
Love is death!!

I can't see it anymore!!
I can't see it anymore!!

Can't spell it anymore this fuck'n sin
I was made for!!!

Can't spell it anymore this fuck'n sin
I was made for!!!

I hate myself
More than everyone else
And I just don't care!

Ain't got no life
Have never had
Ain't got no time in the end

Got this life, sin memories
And ever again,
The unborn truth of infant days
And keep it death true

I hate myself
More than everyone else
And I just don't care!

I keep keeping the truth
The only truth
And I still in your head now!!

Can't see your eyes
There were no more eyes
I can't see the death between your eyes.

I hate myself
More than everyone else.


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November 25, 2007

| ...vertigens |


Todos os gestos se precipitam num mar de penhascos infundados, onde vertigens representam pensamentos de medo ou de puro espanto pela novidade de estar aqui, neste mundo de vertigens.
Se damos um passo perguntamo-nos se esse passo serve, se vai dar lucro, se vai valer a pena e sentimos vertigens de o dar, e pensamos: "...será?"

Pois, viver de incertezas queima e torna a
vida mais no fio da navalha do que ela já é.

E correr riscos e querer continuar a correr é para poucos aventureiros, ou deverei antes escrever loucos? De qualquer maneira até esses sentem as vertigens de decisões a tomar e vencem-nas; tornam-se pessoas especiais por gostar de pessoas, por estar com pessoas, por estar quando se precisa e pelas mesmíssimas razões se tornam pessoas más e sem carácter que não têm sentimentos, que são frios, que... tantos ques negativos que nem lembro mais.

Pois, sentir custa, pensar custa, tomar
decisões é apenas superar vertigens.

Tem quem supere decisões de milhões, tem quem não saiba bem o que fazer quando tem de tomar decisões em cuja envolvente apenas se consideram umas dezenas, e essas mesmas pessoas não tomam decisões quando se envolve a unidade.
Cambada de tolos somos nós... vivemos em vertigens que ignoramos para não ter de as ultrapassar, seguimos caminhos ignorantes sem que uma única palavra seja dita, sem que uma única decisão seja tomada pela unidade e sorrimos... Sorrisos falsos.

Pois...

Mentiras e mentiras diárias, incrustadas, como os diamantes, no quotidiano citadino, campestre, vertiginoso e rude que a vida se encarrega de dar. E sentimos... alguns... outros fingem... outros mentem... outros têm a sorte de já não sentir, não tendo contudo obtido o privilégio de alcançar tal feito sem sentir vertigens enquanto podiam.
É a morte da alma num corpo moribundo, e, como se já não bastasse, a vertigem de saber que mais tarde ou mais cedo isso seria assim.
É a certidão de óbito que obtemos à nascença e que nos inspira a esconder de tudo e de todos, principalmente dos loucos, os únicos que são felizes.

Pois, e tão verdadeiras me encontram estas palavras.

Quanto a loucos, prefiro os que saltam precipícios, que demonstram verdadeiramente o que escolhem, ainda que estejam sempre a errar; porque prefiro uma verdade crua que mils de meias verdades inconsistentes e sem alma.
Loucos nobres que tanto vos invejo, perdidos errantes numa vida pequena e mesquinha que tanto me repudia; serei eu também um louco? Pouco me importa tal alcunha ou qualquer outra que me coloquem, pelo que louco ou não louco prefiro ser eu em pequeno que eu em grande.
Personalidades pequenas e escondidas, outras loucas e sem regra; personalidades eternas outras imensamente efémeras; personalidades vincadas e algumas ainda em definição; personalidades que apaixonam outras que, em sua maneira, nos afastam.

Pois, meras personalidades que me pregam na
cruz que é este mundo efémero.

Falo para o vento, este levará as minhas vertigens, os meus sentimentos e tudo o que me rodeia e sinto. Mas serei permanentemente esquecido e lerei os pensamentos de outros que ao vento confiam e lançam as suas verdadeiras vertigens. Caio, caio e volto a cair sem muito aprender, se pelo menos for o vento a me deitar ao chão, poderei erguer os olhos e ler as letras, vozes e fotografias que este leva no seu ventre; terei o privilégio de ler coisas puras, sentir palavras sinceras e ver fotografias sem montagens ou manipulações de última hora. Saberei então que, embora quieto, imóvel e desconfortável pelo vento que me derruba, tudo o que os meus olhos lêem, tudo o que o meu gelo sente e tudo o que a minha imobilidade permite é verdadeiro e triste.

November 23, 2007

illegitimate

Sometimes you just wish to be the illegitimate one.
Killing your body for an "hello...! how are you sugar?" and selling your own guts for that smile. But, also, sometimes you get nothing and you're not the illegitimate...! Oh hell! Hang on the hangover, stand still and keep runnig your thoughts.

Illegitimate thoughts, slow motion speakers, whores, cigars, whisky and beer,
hands full of nothing and a sad feeling of being that killed king of deceit.

Let another day run and end the same special way it ends every time no one's around:
cold and iced thoughts
gone low as you can go
making gods of nothing
believing in CO2 rising tax till the CH4 clean all your mind.

No time for the S take care of you, you're already illegitimatly death.

This are the days of blackburned things, :)

"Time is gonna wash away all pain (...) NowI sleep in anarchy"kmfdm_lyrics

November 21, 2007

StrayBullet


| shots of pure morphine for the boys and a double-extra glass of straight whisky for me |

""""""""""""""""""""
You break my back
You won't break me
All is black
But I still see
Shut me down
Knock me to the floor
Shoot me up
Fuck me like a whore

Trapped under ice
Comfortably cold
I've gone as low as you can go
Feel no remorse
No sense of shame
Time's gonna wash away all pain

I made a god out of blood
Not superiority
I killed the king of deceit
Now I sleep in anarchy

Sacrifice to the cause
Turn your code into law
Compensate to validate the loss
Take a thief
Nail him to a cross

Gospel of rage
Faction of hate
Deviate from the absolute
Born of revenge
Raised on cement
Chaos created government

I made a god out of blood
Not superiority
I killed the king of deceit
Wake me up in anarchy
""""""""""""""""""""

gr8memories
killingtime till I be killedbydeath
Straybullet_KMFDM_&_Anarchy

OuterspacelandofUtopia

Existem projectos que surpreendem e nos levam a explorar novos mundos, existem outros que parecem idealizados por nós e existem ainda aqueles que não mostram nada de novo mas tem uma alma intensa pertinentemente adequada.

Emigrate, um projecto que tem muito mérito; realizado em intervalos proporcionados por Rammstein, nasceu alma e música num estilo muito pessoal e próprio.

Inovador?
Não.

Ousado?
Sim.

Verdadeiro?
Completamente.

Único?
Precisamente.





"You're
So pure
So sure again

Whatever you do
We will laugh again

I'm (I'm)
Like you (Like you)
A foul again (I foul again)

Whenever I fell
I got up again (I got up again)

Babe
You don't have to be afraid
In my eyes
Babe
Don't be ashamed

Find
Your way
And lose again

Wherever you are
You can choose again

Your heart
Will break
And heal again

And one day will come
When you believe again

Babe
You don't have to be afraid
In my eyes
Babe
Don't be ashamed

Babe
You don't have to be afraid
In my eyes
Babe
I'm so glad that you've stayed

Babe
You don't have to be afraid
In my eyes
Babe
Don't be ashamed

Babe
You don't have to be afraid
In my eyes

And I'm so glad that you've stayed"
blackburnedutopia


November 19, 2007

Fim.de.semana

.viagem

.música

.sorrisos

.frio

.entradas

.conversas

.olhares

.amigos

.TUdo
escadas falantes antes de passar a porta na direcção do mais importante.


November 16, 2007

Poemas que surgem em 2 minutos como tudo o que é bom na vida duram tão pouco...!
Viver a vida ao segundo e aproveitar a vida num segundo.


Bando de velhos sábios
Entre esquinas e ruelas
Bando de rebarbados
Perfeitamente dependentes delas

São esquinas de dor e reclusão
Em ruas de podridão
Estradas para o coração
De velhos rebarbados

Rebarbados, velhos rebarbados
Rebarbados, velhos rebarbados

Políticas empíricas
Políticas insurrectas
De conspirações secretas
Por velhos rebarbados

Sábias palavras
Proferidas em nome próprio
Reverendos sábios
Traduzidos pelos próprios lábios

Rebarbados, velhos rebarbados
Rebarbados, velhos rebarbados
Rebarbados, velhos rebarbados
Rebarbados, velhos rebarbados

Políticos invertebrados
Com cérebros queimados
Venerem todos
Estes velhos rebarbados

Porcos invertebrados
Com milhões de ideias paradas
Sem razões adiantadas
E tantos velhos rebarbados
Completamente desesperados
Em esquinas embriagadas
Sedentos que lhes calhe
Pelo menos umas mamadas.

November 14, 2007

invisibilidade

Dias que se levantam de madrugada numa confusão de sono e sobriedade onde se esquecem mil e uma coisas que também não fazem muita falta no final de contas.

Dias em que o mundo volta atrás anos e nos faz lembrar de algo entretanto perdido nas entrelinhas do livro escrito com o passar dos dias; cada passo traz a lembrança de um passado ténue e cheio de vida com alguns menos anos que agora, o tempo de outrora era bom.

Dias em que o almoço voltaram a ser Donuts em quantidades industriais que só alimentam borbulhas de insegurança; phones carregados da música que se escolhe e que nos embala, aparvalhando a fala e calando os sentidos; cervejas de 500ml que nos apagam a sede de ter sede e que nos trazem de volta a um mar sempre com pensamentos vagos e distantes.

Lembranças de dias perdidos a olhar, a pensar, a escutar o silêncio de uma alma desassossegada por natureza e completamente embebida no que rodeia o momento.

A lembrar dias que se cruzam olhares com velhos conhecidos mas que não se quer falar uma palavra e plim nem nos vêem e ficamos com sorrisos interiores e um descanso enorme de não termos de pronunciar uma única palavra.

Bom... muiiito bom...! :)

São bocados de dias que se transformam em noite e pedaços de noites que se transformam de dia e nos fazem sentir bem;
Invisibilidades saborosas a contrastar com a procura incessante pelo reconhecimento, ou por um: "Olá, tudo bem?"

E sabe bem... muiiito bem...! :)

Andar desconcertado em ruas movimentadas, repletas das suas pressas e das suas pressões, repletas de pessoas apressadas e sem cor, onde se soletram palavras predefinidas mas ocas e vazias; Andar desconcentrado e perceber que é um dia de invisibilidade terna e meiga que afaga o rosto, aquece o coração e sossega a alma.

E vale a pena... muiiito a pena! :)

Pensamentos ténues e pouco desenvolvidos, onde a alma acaricia o rosto e
estamos bem, muiito bem...! :)

November 12, 2007

motor(head)machine









To the gods:

I'll serve you;
I'll worship you;

"I am already!"

Marcantes passos e decisões, marcantes audições, marcantes, marcantes, marcantes. As palavras das suas letras falam por mim, o som dos seus riffs fazem tudo o resto.

"I ain't gonna be easy"

"
If you squeeze my lizard
I´ll put my snake on you
I´m a romantic adventure
And I´m a reptile too


But it don´t make no difference
´cos I ain´t gonna be, easy, easy
the only time I´m easy´s when I´m

Killed by death
Killed by death

Killed by death
Killed by death

I´m a lone wolf ligger
But I ain´t no pretty boy
I´m a backbone shiver
and I´m a bundle of joy


But it don´t make no difference
´cos I ain´t gonna be, easy, easy
the only time I´m easy´s when I´m
Killed by death
Killed by death
Killed by death
Killed by death

Killed by death
Killed by death
Killed by death
"

















"You know I'm weird, I know I'm weird,
I'm crazy!
Now feel your backbone shiver,
Lucky thing for you babe I'm so lazy,
But I'm gonna pull your trigger."

blackburnedalready.

November 5, 2007

things...

Quando se aperta já não sairá sumo, nem um pouco de ar, apenas nada.
Quando se olha já não se vê.
Quando se procura já não se encontra.
Quando queremos já não temos.

E porque a vida vai sempre ser assim para pessoas que, como eu, passam perfeitamente despercebidas na multidão de números do dia-a-dia o sorriso será sempre mantido, umas vezes como fachada, outras como sentimento real.

Encontra-se semelhanças bem distintas no rosto de tantos, porque não no meu?

Pessoas que por acaso aparecem;
Pessoas que por acaso desaparecem;
Pessoas que por acaso deixamos fugir;
Pessoas que por acaso temos de deixar seguir;
Pessoas que por acaso precisamos sentir;
Pessoas que por acaso seguem caminhos diferentes;
Pessoas que num acaso nos fazem sorrir;
Pessoas que por acaso nos seguem;
Concertos que por acaso acontecem;
Pessoas.

Pessoas que por acaso nos molham as palavras;
Pessoas que por acaso nos molham o rosto;
Pessoas que por acaso nos sentem sorridentes;
Pessoas que por acaso nos fazem ser números;
Pessoas estatísticas;
Pessoas estáticas;
Pessoas.

Pessoas vaivém;
Pessoas eu;
Pessoas grudadas;
Pessoas eu;
Pessoas encurtadas;
Pessoas eu;
Pessoas cativas;
Pessoas eu;
Pessoas numeradas;
Pessoas eu.

Pessoas em acasos;
Acasos que a acasos se seguem;
Vida de acasos;
Pessoas de acasos;
Pessoas de ocasião;
Sentimentos casuais;
Consertos que acontecem por acaso:
Acasos.
Vidas.
Pessoas.
Números.
Eu.
Fim.

||---""---||

Numa vida dedicada à música, com uma presença arrepiante e uma voz possante, sentia-se em palco, na rádio, num cd, num vinil, em pessoa ou até mesmo através de um papel com as suas letras. Casualmente cruzei-me, tardiamente devo dizer-vos, com a sua obra, e leigo na sua matéria decidi deixar-vos alguém que muitos veneraram e veneram, alguém que ilustres como John Spencer & The Blues Explosion, Led Zepplin, Jimi Hendrix, The Doors entre outros sentiram necessidade de reproduzir nas suas músicas:

John Lee Hooker

""One of these days,
Things gonna change
One of these days
Tings gonna change
You’ll try not baby
Afterwhile gonna be mine, gonna be mine
One of these days
I'm old and lonely baby
Cry Cry Crying
Wont be long long
Things gonna change

Sometime, in the middle of the night
And you're so long, and so long and so long
Tings gonna change, things gonna change
Change change change
Tings gonna change,

Further on up the road baby, things gonna change
Change change change
Change change change
Change baby
You’ll try not to leave
But after while Gonna be mine
My time my time baby

Things gonna change
Change change change
Change change change
Things gonna change
Yes it is
Things gonna change
Change change change
Change change change
(...)
""many thanks Mr Hooker