May 11, 2007

suicídio verbal

Suicídio palavra tão precisa e necessária provém do latim sui caedere, termo criado por Desfontaines, quando bem lhe apeteceu.

Não se preocupe quem se preocupa que esta não será uma nota de suicídio em adiantamento a um sui caedere próprio e sempre necessário.

Temos então um debate mental sobre: suicídio verbal.
Existem por aí senhores doutores a falar em muito menor valor e quantidade que todas as crianças recém-nascidas juntas (não que eu seja a favor de recém-nascidos mas ponto.); e aparecem, esses ditos doutores, em palestras colossais e a falar daquilo que supostamente saberiam, refiro-me a coisas como política, economia, saúde pública, engenharia ambiental tudo coisas que, como um comum ser humano sabe, não poderão jamais ser correlacionadas, e muito menos interligadas, a não ser que todos nos tornemos em excelentíssimos senhores bispos (de todo não foi muito feliz esta referência visto não serem nem um pouco credíveis estes outros senhores, mas enfim...) mas retomando, vemos então estes senhores a serem muito coerentes e sem dúvida bem falantes (poucos) a falar de tudo isto e de como tudo é belo, sem sequer se estarem a dar conta do suicídio verbal que lhes corre nas palavras.

Em termos de comparação, não que ela exista de todo, seria o equivalente a uma pessoa da minha estatura e com o meu peso que estivesse na minha faixa etária começasse a dissertar sobre... sobre... anatomia - refiro-me a mim obviamente.

Bem provavelemnte teria mais para dizer que um qualquer desses senhores doutores da utopia corrupcional, mas decididamente suicídio verbal não se aplica a mim, ou pelo menos ainda não me dei conta, até porque os meus conhecimentos de anatomia são ínfimos e dedicam-se a estar guardados para uma ou outra saída mais inteligente numa conversa menos descontraída.

Querendo sem dúvida deixar-lhes um conselho: Calem-se e falem do que sabem... bem... melhor não senão alguns locais como o Parlamento e afins teriam alguma dificuldade em serem justificados como necessários ou apenas.. justificados.

Portanto, e como mensagem universal a todos, assim em jeito de pai para todos - repito 100 vezes se for preciso: não que eu seja a favor de recém-nascidos mas PONTO. - sai uma frase bem cuspida:

Falem, mas não se suicidem.

No comments: