Cidade do pecado.
Onde fica ela?
Cidade vestida de negros costumes e de poucas vestimentas;
Pessoas que se trocam e que falam que não sabem ser felizes, mas que sem dúvida estão felizes; a felicidade efémera de uma vida boémia encharcada na paz de algo tão bom como o tempo.
São pessoas que se deixam estar numa vida pacata transformada num paraíso nocturno e sempre incolor;
Rodeadas de luzes coloridas entregam-se ao que de mais efémero existe, a felicidade.
A efemeridade de um beijo, de um olhar de um copo. E a simplicidade... a simplicidade de uma vida calma e pacata transformada num reboliço constante entre multidões e vazios interiores sempre preenchidos por uma felicidade efémera e marcante;
Batôn, rimel, base e até mesmo mezinhas de última hora, tudo para ser gasto ali, e é bonito e é reconfortante; mesmo que na volta a casa - aquele lugar calmo e por imensas vezes sombrio - se encontre apenas mais uma garrafa já sem a luz e a cor de à minutos atrás!
Mas vale a penas, tudo vale a pena; tudo se assemleha a algo novo a algo que se vê e passa mas fica.
Cidade do pecado, transformada em gestos singulares.
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