November 29, 2007

perfect.musics

Quando se trata de música é sempre impressionante a dedicação e amora à música que compositores como Gioacchino Rossini, Johannes Brahms, Ludwig van Beethoven, Giuseppe Verdi, entre muitos outros, que dedicaram as suas vidas à música sempre incompleta e deveras complexa que lhes saía do coração. Não importava se a sinfonia A apenas estaria terminada passados 10 anos, se a ópera X seria uma empreitada de anos, apenas importava que tudo fosse complexo e revelador de extremas capacidades de cada um, e principalmente, que as pessoas apreciassem, e eu aprecio;

Fazem-me sentir leigo até morrer pessoas como estas, não por ser mesmo leigo, mas porque nunca me ousaria a comparar com qualquer um deles fosse eu o prodígio em pessoa.

São únicos bem como as suas obras, esta é só parte de um exemplo:

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La ran la lera, laran la la
Largo al factotum della città, largo
La ran la, la ran la, la ran la, la
Presto a bottega, ch'è l´alba è già, presto

Ah, bravo fígaro!
Bravo, bravíssimo, bravo
La ran la, la ran la, la ran la, la
Fortunatíssimo per verità
La ran la, la ran la, la ran la, la
Pronto a far tutto, la notte e il giorno rasori e pettini, lancette e forbici
Al mio comando tutto qui sta
V´è la risprsa poi del mestiere
colla donetta... col cavaliere...

Ah, che bel vivere di qualità, di qualità
Tutti mi chedono, tutti mi vogliono
Donne, ragazzi, vecchi, fanciulle
Qual la parruca... presto la barba... qual la sanguigna... Presto il biglietto..

Ahimè, ahimè...
Che furia!
Ahimè, che folla
Uno alla volta per carità

Fígaro, son qua!
Figaro, son qua!
Figaro qua, figaro lá
Figaro su, figaro giù...

Pronto, prontíssimo, son come fulmine
Sone il factotum della cità

Ah, bravo figaro!
Bravo, bravísimo!
Fortunatíssimo per verità
La ran la, la ran la, la ran la, la
A te fortuna, a te fortuna
A te fortuna non mancherà
Sono il factotum della cità...
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Gioacchino Rossini in Barbeiro de Sevilha

Penso que palavras mais simples e empenhadas não poderiam mostrar que não eram apenas as melodias que mostravam o quotidiano mas as letras também retratam simplicidades perdidas e que, embora me seja complicado aceitar, serão impossíveis ver num futuro, numa boca, e pior, numa mente moderna, ou dita moderna. São simplicidades quotidianas que me contou o meu pai, e me referiu o meu avô, e me causa nostalgia, curiosidade e aguça a imaginação, porque se antes se lia uma carta, hoje lê-se um e-mail; se antes se apaixonava por palavras de uma carta, hoje sao as letras de um e-mail mas respeito, idoneidade, simpatia e muitos outros adjectivos ficam nos bits e perdem-se com um delete.

Nostalgias de tempos que não vivi, infelizmente. | Nostalgias de fontes limpas que não bebi.

1 comment:

Anonymous said...

mais puro? dsc mas impossível...