April 6, 2009

DESVANEcImentO

Hoje tudo me soube a antigo. A casa ainda tem o mesmo cheiro. A vista continua a mesma. Os telhados e as escadas não se moveram de lugar. A árvore que era tão pequena já está uma mulherzinha.

Percorri cada divisão e passos apressados pois os meus olhos seguiam à frente de cada passo. Lembrei de tanto que nunca esperei conseguir reavivar neste cérebro já tão desértico.

Toquei nas paredes e elas tinham a mesma textura. Calquei um chão que me viu gatinhar, roubar chupetas, sentiu o meu sangue pela primeira vez. As divisões não cresceram, apesar da casa.de.banho estar mais apresentável, modernices!

Tantas vezes vi televisão sentado numa cadeira irrequieta e a vista que se tinha daquela janela fascinava.me bem mais que um prato de comida, ou biberão - como lhe queiram chamar - fascinavam bem mais que desenhos animados.

O pôr.do.sol ali é verde, é laranja e em dias cinzentos, apenas sentimos o desvanecer do dia em noite. Pouco me esqueci, e revivi tanto em tão poucas horas. Dá vontade de ficar ali eternamente. Dá vontade de preencher a nostalgia nua de um tempo que me sorri tanto.

Nem a viela se esqueceu das minhas correrias. O muro continua bem baixo, e pediu.me que voltasse a empoleirar.me nele como sempre fazia, sujeito a cair 12metros até à estrada lhe serve de base. E as palavras foram exactamente as mesmas: "Sai daí rapaz que ainda cais lá abaixo."

A minha vida é mesmo perfeita.

Quero mais um segundo!
:)

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