Todos os gestos se precipitam num mar de penhascos infundados, onde vertigens representam pensamentos de medo ou de puro espanto pela novidade de estar aqui, neste mundo de vertigens.
Se damos um passo perguntamo-nos se esse passo serve, se vai dar lucro, se vai valer a pena e sentimos vertigens de o dar, e pensamos: "...será?"
Pois, viver de incertezas queima e torna a
vida mais no fio da navalha do que ela já é.
E correr riscos e querer continuar a correr é para poucos aventureiros, ou deverei antes escrever loucos? De qualquer maneira até esses sentem as vertigens de decisões a tomar e vencem-nas; tornam-se pessoas especiais por gostar de pessoas, por estar com pessoas, por estar quando se precisa e pelas mesmíssimas razões se tornam pessoas más e sem carácter que não têm sentimentos, que são frios, que... tantos ques negativos que nem lembro mais.
vida mais no fio da navalha do que ela já é.
E correr riscos e querer continuar a correr é para poucos aventureiros, ou deverei antes escrever loucos? De qualquer maneira até esses sentem as vertigens de decisões a tomar e vencem-nas; tornam-se pessoas especiais por gostar de pessoas, por estar com pessoas, por estar quando se precisa e pelas mesmíssimas razões se tornam pessoas más e sem carácter que não têm sentimentos, que são frios, que... tantos ques negativos que nem lembro mais.
Pois, sentir custa, pensar custa, tomar
decisões é apenas superar vertigens.
decisões é apenas superar vertigens.
Tem quem supere decisões de milhões, tem quem não saiba bem o que fazer quando tem de tomar decisões em cuja envolvente apenas se consideram umas dezenas, e essas mesmas pessoas não tomam decisões quando se envolve a unidade.
Cambada de tolos somos nós... vivemos em vertigens que ignoramos para não ter de as ultrapassar, seguimos caminhos ignorantes sem que uma única palavra seja dita, sem que uma única decisão seja tomada pela unidade e sorrimos... Sorrisos falsos.
Cambada de tolos somos nós... vivemos em vertigens que ignoramos para não ter de as ultrapassar, seguimos caminhos ignorantes sem que uma única palavra seja dita, sem que uma única decisão seja tomada pela unidade e sorrimos... Sorrisos falsos.
Pois...
Mentiras e mentiras diárias, incrustadas, como os diamantes, no quotidiano citadino, campestre, vertiginoso e rude que a vida se encarrega de dar. E sentimos... alguns... outros fingem... outros mentem... outros têm a sorte de já não sentir, não tendo contudo obtido o privilégio de alcançar tal feito sem sentir vertigens enquanto podiam.
É a morte da alma num corpo moribundo, e, como se já não bastasse, a vertigem de saber que mais tarde ou mais cedo isso seria assim.
É a certidão de óbito que obtemos à nascença e que nos inspira a esconder de tudo e de todos, principalmente dos loucos, os únicos que são felizes.
É a morte da alma num corpo moribundo, e, como se já não bastasse, a vertigem de saber que mais tarde ou mais cedo isso seria assim.
É a certidão de óbito que obtemos à nascença e que nos inspira a esconder de tudo e de todos, principalmente dos loucos, os únicos que são felizes.
Pois, e tão verdadeiras me encontram estas palavras.
Quanto a loucos, prefiro os que saltam precipícios, que demonstram verdadeiramente o que escolhem, ainda que estejam sempre a errar; porque prefiro uma verdade crua que mils de meias verdades inconsistentes e sem alma.
Loucos nobres que tanto vos invejo, perdidos errantes numa vida pequena e mesquinha que tanto me repudia; serei eu também um louco? Pouco me importa tal alcunha ou qualquer outra que me coloquem, pelo que louco ou não louco prefiro ser eu em pequeno que eu em grande.
Personalidades pequenas e escondidas, outras loucas e sem regra; personalidades eternas outras imensamente efémeras; personalidades vincadas e algumas ainda em definição; personalidades que apaixonam outras que, em sua maneira, nos afastam.
Loucos nobres que tanto vos invejo, perdidos errantes numa vida pequena e mesquinha que tanto me repudia; serei eu também um louco? Pouco me importa tal alcunha ou qualquer outra que me coloquem, pelo que louco ou não louco prefiro ser eu em pequeno que eu em grande.
Personalidades pequenas e escondidas, outras loucas e sem regra; personalidades eternas outras imensamente efémeras; personalidades vincadas e algumas ainda em definição; personalidades que apaixonam outras que, em sua maneira, nos afastam.
Pois, meras personalidades que me pregam na
cruz que é este mundo efémero.
cruz que é este mundo efémero.
Falo para o vento, este levará as minhas vertigens, os meus sentimentos e tudo o que me rodeia e sinto. Mas serei permanentemente esquecido e lerei os pensamentos de outros que ao vento confiam e lançam as suas verdadeiras vertigens. Caio, caio e volto a cair sem muito aprender, se pelo menos for o vento a me deitar ao chão, poderei erguer os olhos e ler as letras, vozes e fotografias que este leva no seu ventre; terei o privilégio de ler coisas puras, sentir palavras sinceras e ver fotografias sem montagens ou manipulações de última hora. Saberei então que, embora quieto, imóvel e desconfortável pelo vento que me derruba, tudo o que os meus olhos lêem, tudo o que o meu gelo sente e tudo o que a minha imobilidade permite é verdadeiro e triste.
1 comment:
é a incerteza do que vive no incerto vazio de uma alma gelada... alma essa que incute pura vertigem até à vida mais amena...não é possível sentir suave... só é possível o amor-ódio constantes e intensos...
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