Há sol lá fora , e coisas que me fazem pensar que está um dia de verão. E porque oiço passarinhos, e agitação calma e natural nas ruas, reforço esse pensamento, pois quando chove tudo é bem mais sobressaltado, arrojado e crepitante. Por vezes neste meu buraco negro onde uma luz daquelas que, dizem, poupa energia tenho uma percepção do que vai la fora equiparado à percepção que um cego tem do mundo. E faz.me tão bem, sentir o resguardo de uma cegueira confinada por quatro paredes de uma cor esquisita - mas não por muito tempo.
Sente.se uma paz quase eterna, quando de repente e quase como que se de um trovão se tratasse alguém se lembra de quebrar todo o equilíbrio e abre a porta. E a luz natural entra, e altera.se todo um estado de paz e calma e escuridão e tudo.
Já falei tantas vezes que sou alérgico à luz natural mas ninguém me liga e continuam a querer que viva segundo as regras deles. Pobres. Não sabem que tenho problemas de visão e que quanto menos agressiva for a luz melhor verei?
São pensamentos vãos sobre os quais me deito e nem sei porquê ainda acredito que venham a entender.
Pequenos retratos de mim que deixo escapar para um mundo cada vez mais cheio de tudo. Espera.se que mesmo tendo deixar escapar algo ninguém o note, ninguém o perceba, ninguém o troce por gosto ou profissão, que se torne algo transparente e fugaz.
Escrevo consciências que nasceram num dia de sol, onde a agitação está calma, bem mais calma que em outros dias agitados em que o mundo anda para cima e para baixo tantas vezes que se o comparasse a uma montanha daquelas ditas russas mas patenteadas nos Estados Unidos da América, o seu comprimento teria de ser a distância que separa Saint Petersburg e Brooklin - mais um centímetro para compensar as diferentes unidades de medida e alguns erros de minha parte.
Mais um centímetro.
A diferença que não seria...! Evitaria guerras decerto, porque se há quem mate por um copo de água não matariam por um mísero centímetro? Sem dúvida.
Mais um centímetro.
Sente.se uma paz quase eterna, quando de repente e quase como que se de um trovão se tratasse alguém se lembra de quebrar todo o equilíbrio e abre a porta. E a luz natural entra, e altera.se todo um estado de paz e calma e escuridão e tudo.
Já falei tantas vezes que sou alérgico à luz natural mas ninguém me liga e continuam a querer que viva segundo as regras deles. Pobres. Não sabem que tenho problemas de visão e que quanto menos agressiva for a luz melhor verei?
São pensamentos vãos sobre os quais me deito e nem sei porquê ainda acredito que venham a entender.
Pequenos retratos de mim que deixo escapar para um mundo cada vez mais cheio de tudo. Espera.se que mesmo tendo deixar escapar algo ninguém o note, ninguém o perceba, ninguém o troce por gosto ou profissão, que se torne algo transparente e fugaz.
Escrevo consciências que nasceram num dia de sol, onde a agitação está calma, bem mais calma que em outros dias agitados em que o mundo anda para cima e para baixo tantas vezes que se o comparasse a uma montanha daquelas ditas russas mas patenteadas nos Estados Unidos da América, o seu comprimento teria de ser a distância que separa Saint Petersburg e Brooklin - mais um centímetro para compensar as diferentes unidades de medida e alguns erros de minha parte.
Mais um centímetro.
A diferença que não seria...! Evitaria guerras decerto, porque se há quem mate por um copo de água não matariam por um mísero centímetro? Sem dúvida.
Mais um centímetro.
A felicidade que não traria ao evitar traições apenas porque não se é o suficiente deitado na horizontal, ou na vertical ou na diagonal - vai das sortes, sítios e criatividade dos intervenientes.
Um simples centímetro seria o suficiente para salvar o mundo, e salvar.me a mim da vergonha que é não saber a distância que vai de Saint Petersburg a Brooklin!! Distância que não é a mesma se medisse de Brooklin a Saint Petersburg, visto que ao entrar na Rússia a minha fita métrica,
feita de um nylon especial e comprido, se encolheria perante as baixas temperaturas.Vontade de rir sem dúvida, das consciências que encontro quando confinado por estas paredes pintadas de uma cor esquisita, não menos estranha que eu. Sim eu.
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