...ainda se sente cada segundo a passar, num relógio que vai dando voltas e voltas sem para, como se o tempo não quisesse parar, como se os ponteiros se odiassem tanto que andam em círculos eternos.
Provavelmente a incoerência da vida acaba por ser mesmo isto: círculos.
Sobem.se montanhas que quase tocam o céu, sentem.se sentimentos estranhamente coloridos que não tem muita explicação e sabe bem; depois vem o tempo e é preciso descer a montanha, de volta ao abrigo de um pequeno casebre pintado em tons de cinzento, e custa, talvez apenas um pouca, mas custa...
E os ponteiros - que não param de se odiar - parecem não querer seguir o tempo. E demora eternidades a passar segundos, outrora tão fáceis de passar. E ainda se pensa, ainda que de maneira atordoada, e com falta de peças, e com peças a mais que parecem não se encaixarem, mas faz tudo sentido. Afinal a minha vida tem coerência, ainda não encontrei foi o fim, e os ponteiros demoram.se a apressar.se; penso que é a vida mesmo!
E digo boa noite a mim próprio, numa tentativa de amainar os pensamentos, acalmar a ansiedade, e digo.o bastantes vezes por dia. E adormeço, bastantes vezes por dia. E olho, bastantes vezes por dia.
Vou parar, naquela casinha no sopé da montanha. Trancar a porta, com a chave por dentro, e aí ser feliz. Conformo.me e aceito.o à medida que palavras sem nexo me saem para este papel virtual. Não quero dar a conhecer as palavras, por isso pinto.as de negro num fundo negro, decerto notar.se.ão mais que todos os sentimentos, todas as conversas, todos os olhares, todos os toques.
Provavelmente a incoerência da vida acaba por ser mesmo isto: círculos.
Sobem.se montanhas que quase tocam o céu, sentem.se sentimentos estranhamente coloridos que não tem muita explicação e sabe bem; depois vem o tempo e é preciso descer a montanha, de volta ao abrigo de um pequeno casebre pintado em tons de cinzento, e custa, talvez apenas um pouca, mas custa...
E os ponteiros - que não param de se odiar - parecem não querer seguir o tempo. E demora eternidades a passar segundos, outrora tão fáceis de passar. E ainda se pensa, ainda que de maneira atordoada, e com falta de peças, e com peças a mais que parecem não se encaixarem, mas faz tudo sentido. Afinal a minha vida tem coerência, ainda não encontrei foi o fim, e os ponteiros demoram.se a apressar.se; penso que é a vida mesmo!
E digo boa noite a mim próprio, numa tentativa de amainar os pensamentos, acalmar a ansiedade, e digo.o bastantes vezes por dia. E adormeço, bastantes vezes por dia. E olho, bastantes vezes por dia.
Vou parar, naquela casinha no sopé da montanha. Trancar a porta, com a chave por dentro, e aí ser feliz. Conformo.me e aceito.o à medida que palavras sem nexo me saem para este papel virtual. Não quero dar a conhecer as palavras, por isso pinto.as de negro num fundo negro, decerto notar.se.ão mais que todos os sentimentos, todas as conversas, todos os olhares, todos os toques.
Boa noite
volto a repetir, para não esquecer o sabor.
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