Sinto dor por não saber de ti.
Lava.me o rio desta solidão;
Olhe! Por favor... alguém me estende a mão?
Pedras molhadas em pisadas,
Gargarejos encantados em vielas escadeadas;
Pedaços de ti,
Perdidos em ti,
Reconhecidos por ti,
Sonhados para ti.
Olhos molhados
Escorridos e pisados,
Travessuras esventradas
Em noites de tantas maradices alternadas...
Por ti.
Vida que não nasces,
Morte que não pereces;
Oh tu que nunca ouves as míseras preces...
Tu que nada nem alguém mereces.
Principados aglutinados
Entre dentes descontentes,
Presentes e ausentes,
Bem sei o quanto me mentes.
Afinal... Nunca me sentes.
Revoltos e maus que me guardaram
Contínuaremos àgua-rás já repararam...?
Unhas e partidas que não arranham;
Lembranças ténues que me prenham.
plus...
2 comments:
poema tão lindo, devaneios teus que admiro e venero!!
Simplesmente úncico, dá-me mais sempre mais
* Pensar numa flor é vê-la e cheira-la,
E dizem que as pedras têm alma.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
As pedras são só pedras.
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