November 8, 2009

no title.

Sinto caminhos perdidos em ti;
Sinto dor por não saber de ti.
Lava.me o rio desta solidão;
Olhe! Por favor... alguém me estende a mão?

Pedras molhadas em pisadas,
Gargarejos encantados em vielas escadeadas;
Pedaços de ti,
Perdidos em ti,
Reconhecidos por ti,
Sonhados para ti.

Olhos molhados
Escorridos e pisados,
Travessuras esventradas
Em noites de tantas maradices alternadas...
Por ti.

Vida que não nasces,
Morte que não pereces;
Oh tu que nunca ouves as míseras preces...
Tu que nada nem alguém mereces.

Principados aglutinados
Entre dentes descontentes,
Presentes e ausentes,
Bem sei o quanto me mentes.
Afinal... Nunca me sentes.

Revoltos e maus que me guardaram
Contínuaremos àgua-rás já repararam...?

Unhas e partidas que não arranham;
Lembranças ténues que me prenham.

plus...

2 comments:

Anonymous said...

poema tão lindo, devaneios teus que admiro e venero!!
Simplesmente úncico, dá-me mais sempre mais

Anonymous said...

* Pensar numa flor é vê-la e cheira-la,
E dizem que as pedras têm alma.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
As pedras são só pedras.